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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Caso de Buck Ruxton

Um dos primeiros casos a obter uma condenação com base em provas forenses 

Figura 1 - Buckhtyar Hakim
Buckhtyar Hakim (Figura 1) nasceu em Mombaim. Em 1930 mudou-se para Lancaster, na Grã-Bretanha, época em que mudou o seu nome para Buck Ruxton. Era um médico popular e respeitado pelos seus pacientes, sendo conhecido por dispensar o pagamento dos doentes com dificuldades económicas. Ruxton vivia com a sua esposa Isabella Rekk, os seus três filhos: Elizabeth, William e Diane e a sua empregada Mary Rogers. Isabelle Rekk era bastante social, tendo grande influência nos eventos sociais da cidade de Lancaster.

Na noite de 15 de Setembro de 1935 Isabelle Rekk e Buck Ruxton tiveram uma acesa discussão, levando à morte por estrangulamento de Isabelle. A empregada da família, Mary Rogers, assistiu ao crime, tendo sido morta de seguida.

Figura 2 - riacho em Gardenholme Linn onde os corpos foram encontrados
Numa tentativa de esconder os cadáveres, Ruxton, com os seus conhecimentos em medicina, desmembrou os corpos e envolveu-os em jornais. Colocou-os no carro e seguiu para a Escócia, onde largou os restos mortais das duas mulheres perto de um riacho em Gardenholme Linn, a sul de Edimburgo (figura 2). No caminho de volta para a sua residência, e após o despejo dos corpos, Ruxton atropelou um ciclista que, apesar de não ter sofrido ferimentos, apontou a matrícula do carro. Após contactar a polícia local, esta montou uma operação na estrada intercetando Ruxton. Este foi então parado pela polícia que lhe solicitou os seus documentos, informando-o que teria de se dirigir à esquadra no dia seguinte.

Entretanto, a mãe de Mary Rogers deu-a como desaparecida. Ruxton recebeu a visita da polícia no sentido de perceber se este sabia do paradeiro da sua empregada, alegadamente desaparecida, tendo afirmado que a senhora não teria ido trabalhar nos dois dias anteriores. Isabella Rekk foi também dada como desaparecida. Apesar de inicialmente Ruxton ser apontado como suspeito este fora ilibado, uma vez que afirmou que a mulher estaria em Blackpool com o seu amante. Graças ao seu respeitoso cargo profissional mais nenhuma questão fora levantada.

Alguns dias depois, em Gardenholme Linn, eram descobertos os corpos envolvidos em jornais, roupas e lençóis no local onde tinham sido despejados.

Os dois corpos foram identificados na Universidade de Edimburgo com recurso a técnicas de antropologia forense e odontologia forense, sendo a última possível graças à contribuição do médico James Priestley, dentista da região, que identificou as vítimas através da sua dentição. Eram os corpos de Mary Rogers e Isabella Rekk.

Figura 3 - Larvas e insectos nos restos cadavéricos
Ruxton acabou por ser descoberto devido ao culminar das provas: o auto da polícia relativo ao atropelamento do ciclista coloca-o na localidade onde os corpos foram encontrados e os jornais nos quais embrulhou os membros pertenciam à zona da sua residência. 
A entomologia forense também teve participação neste caso já que a análise dos insectos e larvas encontrados nos restos cadavéricos (figura 3) permitiu calcular um intervalo de tempo em que os corpos teriam sido despejados. Cruzando este intervalo de tempo com a cronologia do dia de Ruxton foi possível coloca-lo em Gardenholme Linn na hora do despejo dos cadáveres. 

Buck Ruxton foi condenado pelos dois homicídios, acabando por ser enforcado na prisão.

A entomologia é a área da biologia que se ocupa do estudo de insetos e outros artrópodes, que permite, na área forense, estabelecer um intervalo pós-morte bem como o local da morte, consoante os insetos e a fase de desenvolvimento na qual se encontram.

A odontologia forense, foi também essencial para a resolução deste crime, uma vez que permitiu identificar as vítimas. A odontologia é a ciência que estuda a dentição e os órgãos a ela associados. Esta ciência permite a determinação da identidade de cadáveres carbonizados ou em elevado estado de decomposição.

Andreia Fontes
Fontes:
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Notícia: Quem matou Isabella Nardoni?


No dia 29 de março de 2008, Isabella Nardoni, uma criança de 5 anos, foi atirada do sexto andar do prédio onde habitava o seu pai – Alexandre Nardoni - com a atual mulher (madrasta de Isabella) e os dois filhos que tinham em comum. Isabella acabou por falecer depois de ser socorrida no local. O pai e a madrasta acabaram por ser considerados culpados pelo homicídio, mesmo depois de afirmarem que o crime fora cometido por um terceiro elemento, desconhecido, que entrara no apartamento sem consentimento e que atirara a menina pela janela, não havendo nenhuma testemunha ocular do acontecimento.




Figura 1 - Prédio onde habitava Isabella [1]

Aplicação das Ciências Forenses

A investigação da cena do crime é fundamental para uma boa metodologia, sendo essencial que o local seja devidamente delimitado, preservado e analisado nas mesmas condições em que foi encontrado, para que não se percam possíveis provas ou vestígios. 
Neste caso a cena do crime não foi totalmente preservada pela polícia, dificultando o trabalho dos peritos forenses. Não obstante, foi possível a recolha de alguns vestígios que ajudaram a investigação, tais como: sangue em vários sítios do local de crime (no carro, na porta de entrada do apartamento, no corredor, no quarto dos irmãos da menina e na janela), e uma fralda também com vestígios suja de sangue, a rede de proteção da janela cortada/rasgada, marcas de mãos e joelhos de Isabella logo abaixo do lado exterior do parapeito da janela, marca de sola de sapato na cama do quarto perto da janela (mais tarde confirmado ser um vestígio deixado pelo pai ao subir para a cama, para chegar mais perto da janela e conseguir, alegadamente, atirar Isabella), vestígios da rede/tela de proteção da janela na roupa do progenitor da vítima e ainda nenhuma evidência de arrombamento e/ou assalto. 
A perita responsável por este caso, Rosângela Monteiro, adianta ainda “Encontrámos manchas dentro do veículo com a ajuda de reagentes químicos e de luzes forenses (lanternas especiais)”[2];, vinculando uma vez mais a relevância da preservação da cena do crime para o desfecho deste caso, visto ter possibilitado a análise das manchas de sangue encontradas.

Depois da análise da cena do crime começam a ser, então, desvendados os resultados das análises e o significado dos mesmos. 
Quanto aos vestígios sanguíneos encontrados: a quantidade de sangue encontrado dentro do apartamento era realmente compatível com as lesões de Isabella. O sangue foi limpo apenas em alguns locais (onde estava em maior quantidade), no entanto foram encontrados vestígios, recorrendo à utilização de bluestar, hexagon e crimescope
A maior parte destas amostras foi processada e comprovou-se que o sangue era de Isabella. 
A análise pericial das gotas de sangue no apartamento revela que Isabella foi carregada por uma pessoa com a mesma altura de Alexandre (pai de Isabella)[1]; tendo em conta que também o sangue existente no carro do casal seria da vítima, havendo compatibilidade com uma lesão encontrada na testa da mesma, ao encontrar a fralda suja de sangue houve imediatamente a suspeita de que esta havia sido utilizada numa tentativa de estancar o sangramento.
“Do carro até a porta do apartamento não havia rastro de sangue. Para os peritos, isso significa que o sangue da menina foi estancado. Foi utilizado uma fralda de pano para estancar o sangue nesse trajeto.”[1]

Figura 2 - Simulação dos ferimentos encontrados no pescoço de Isabella.[5]
Já relativamente ao resultado da autópsia realizada: o corpo da menina de 5 anos tem marcas visíveis de esganadura e asfixia resultante, na parte externa do pescoço (onde de facto se descobriram lesões internas, fruto da força e ação mecânica empregada com pelaa mão do agressor) que, na interpretação do IML, foi realizada por alguém com pouca força e durante um período de 3 minutos, deixando assim Isabella num estado de inconsciência (facilmente confundido com morte). “Alguns dos sinais externos encontrados no corpo de Isabella (…): equimoses/marcas puntiformes na região cervical (região da nuca abaixo da implantação dos cabelos); cianose (cor azul) na face, na língua, nas mucosas da boca, pavilhão auditivo e, leito ungueal (ponta dos dedos); procidência prolapso da língua (língua projetada para fora da boca); ferimentos/lesões na parte interna da região d ada boca e próximo da narina, indicando que Isabella sofreu compressão externa da boca; congestão da conjuntiva do olho direito; presença de secreção de aspeto mucoso de cor amarelada nas narinas; equimoses e edema traumático da mucosa labial superior e inferior; ferida contusa superficial, de cerca de 3mm, na face interna do lábio superior”[1]



No corte da rede de proteção da janela, foram utilizadas uma faca e uma tesoura, sendo que nesta última foram encontrados vestígios de fio da rede da janela, tornando-se evidente que foi um dos instrumentos utilizados no homicídio. Fios dessa mesma rede foram também encontrados na camisola que o progenitor pai de Isabella vestia no dia do crime, através do microscópio eletrónica de varrimento; segundo a perita Rosângela “Foram realizadas quatro simulações, posteriormente comparadas com as marcas encontradas na camisola. Ainda de acordo com a perita, para marcar a camisola daquela forma, a pessoa precisaria estar com os dois braços para fora da janela, segurando um peso de 25 kg”[3], equivalente ao peso da vítima. 

Figura 3 - Reconstrução da queda de Isabella [4]


Figura 4 - Armas utilizadas para cortar a rede de protecção da janela [1] 

A perícia final conclui também que a menina foi agarrada pelos pulsos antes de ser largada, do lado de fora da janela, pelo que, apesar de, inicialmente, ter ocorrido um ato violento, provavelmente posterior a um acesso de raiva – esganadura e asfixia por parte da madrasta – o arremesso da criança foi “delicado” e feito com alguma calma.

Figura 5 - Esquematização dos acontecimentos
Resumidamente, o trabalho aponta que dentro do carro, na à chegada da da garagem do prédio, a menina tenha sido agredida na testa. O sangue foi limpo com uma fralda. No colo do pai, a menina chegou à sala, onde foi atirada para o chão. A chorar, Isabella foi esganada pela madrasta, ficando inconsciente. 

Com base na perícia, foi concluído que Alexandre foi à cozinha, pegou uma faca e uma tesoura, usados para cortar a tela de proteção do quarto do apartamento de onde a menina foi atirada. Rosângela ressalta que a perícia é fundamental para esclarecer um caso destes, onde não há testemunhas[5].


Isa Vitorino
Fontes:
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Notícia: Desaparecimento Misterioso de Três Mulheres em Pernambuco, Brasil

Um crime bárbaro chamou a atenção da população de Pernambuco, na manhã de 11 de Março de 2012, quando a Polícia Civil localizou os corpos de três jovens que estavam desaparecidas. As vítimas foram esquartejadas e enterradas no quintal da residência dos suspeitos.

Após a notificação do desaparecimento de uma das vítimas, desde o dia 25 de Fevereiro de 2012, a polícia começou as investigações referentes ao caso. O que chamou a atenção da polícia é que mesmo desaparecida, a vítima estaria a fazer compras nas lojas da cidade usando o cartão de crédito, o que fez com que os registos bancários continuassem a chegar à sua morada de residência.

As investigações levaram à conclusão que os responsáveis pelos desaparecimentos seriam um casal que morava juntamente com uma amante. O trio proporcionava às vítimas uma oferta de emprego como empregada doméstica, o que fazia com que cada uma delas se dirigisse a um local onde se daria uma entrevista. Por norma nessa mesma entrevista as vítimas eram sequestradas.

Quando as vítimas já se encontravam isoladas, o trio dava início a um ritual. As vítimas eram então esfaqueadas e de seguida esquartejadas. Todos os métodos utilizados para a captura e tortura das vítimas eram protocolados num diário escrito pelo autor dos crimes.

Após esta tortura o trio consumia a carne das mesmas acreditando que se tratava de uma ação purificadora, depositando as suas ações na crença da purificação mundial e na redução populacional através deste tipo de rituais.

Foram declaradas três mortes. A primeira foi a de uma jovem de 17 anos, que para essa mesma entrevista levou a sua filha. Após a sua morte o trio adotou a criança obrigando-a a assistir e a colaborar em todos os rituais celebrados.

Figura 1 - A polícia atua no local do crime
Quando a polícia (figura 1) deteve os três suspeitos no local do crime, depararam-se com vários cenários. Para além de encontrarem o diário e várias peças anatómicas das vítimas, a polícia, com o auxílio da menina, encontrou o local onde os restos mortais eram enterrados. O responsável pelo caso afirma: “O estado dos corpos localizados é algo indescritível, mesmo para quem já está habituado a estas situações”. Antes de serem enterradas, elas foram cortadas em pedaços e depois colocadas numa cova com cerca de um metro e meio de profundidade.

As ciências forenses foram de facto fundamentais no reconhecimento e análise deste caso. Mas como?

Ciências Forenses

As ciências forenses são o conjunto de várias componentes científicas que permitem a análise de vários casos de carácter jurídico. Por essa mesma razão é uma área bastante diversificada na qual estão incluídas disciplinas tais como a tanatologia, a toxicologia, a biologia forense, a antropologia e muitas outras disciplinas científicas.


Como é que as ciências forenses se aplicaram neste caso?

Antes de qualquer recolha ou análise de vestígios biológicos e não biológicos existe a necessidade de preservar o local do crime, pelo que o isolamento do mesmo é essencial para que nenhuma prova seja destruída. Esta atitude tem como objetivo impedir que, para além dos fatores naturais inerentes à decomposição de vários vestígios, haja outros factores que os influenciem de modo a alterar a futura conclusão, que terá como base toda a recolha feita neste mesmo local. No caso apresentado, no momento da detenção dos três suspeitos, a casa foi totalmente encerrada de modo a que se pudessem iniciar as investigações.

Depois de uma avaliação geral da situação e do isolamento do local do crime os técnicos forenses avançam para o passo seguinte: a recolha e análise de vestígios. Esta desenvolve-se de um modo bastante específico, uma vez que as provas encontram-se em constante alteração, devido a fatores físicos e químicos.

Uma técnica fundamental na análise deste tipo de situações é a fotografia. Esta permite-nos ter uma visão geral do local onde se deu o alegado crime permitindo uma análise mais profunda e fundamental do caso, valendo como testemunho no caso judicial.

Neste caso verifica-se que os vestígios encontrados foram de origem biológica e não biológica. Relativamente aos vestígios biológicos verifica-se que foram encontradas algumas peças anatómica (alguns dedos por exemplo), os vestígios ósseos na cova de cada vítima e sangue em algumas divisões da casa, por outro lado um dos vestígios não biológicos que permitiu os desfecho deste caso foi o diário do autor dos crimes.


Análise de Vestígios Biológicos

Uma das áreas das ciências forenses que foi crucial na resolução deste caso foi a antropologia forense.

Como foi referido na notícia, a polícia conseguiu identificar o local (figura 2) onde as vítimas foram enterradas. Nesse mesmo local só foram encontrados os restos ósseos de cada vítima sendo que as outras partes do corpo era envolvidas no ritual do trio. Mas, mesmo assim existe a necessidade de comprovar que aquelas partes ósseas pertencem às vítimas conhecidas. apresenta É aqui que entra a Antropologia Forense que utiliza várias técnicas permitindo identificar o sexo, a idade, a raça e a estrutura do indivíduo a que pertence os vestígios encontrados. Deste modo pode-se fazer uma identificação clara do indivíduo em questão.

Figura 2 - Local onde se encontravam restos mortais

A presença de alguns fluidos corporais em algumas divisões da casa, como por exemplo o sangue, permitiu fazer conclusões sobre o caso. O sangue é um dos tipos de vestígios mais frequentes e com mais significado, associado às investigações forenses. A informação fornecida pela sua análise assume particular importância, não só na identificação da fonte/indivíduo responsável pelo sangue, mas também no modo como este está depositado. De facto, as circunstâncias e a natureza dos crimes violentos produzem, frequentemente, uma variedade de manchas de sangue que, após um exame minucioso, podem fornecer informação crucial para a resolução do crime em análise. Deste modo a análise do sangue existente no local do crime permitiu identificar a identidade das vítimas.


Análise de vestígios não biológicos

Figura 3 - Diário do suspeito
Um dos vestígios não biológicos encontrado no local do crime foi o diário (figura 3) onde se encontravam descritos os métodos aplicados para esquartejar a vítimas. Este diário teve uma importância significativa para a conclusão do caso, uma vez que permitiu perceber como é que as vítimas eram mortas. A análise deste tipo de vestígios é da responsabilidade de uma área designada por grafoscopia. A grafoscopia é uma das componentes das ciências forenses e é responsável pela análise e interpretação de documentos. A escrita, estrutura e a origem do documento permite identificar o seu autor, que neste caso era o homem pertence ao trio.


No caso macabro e misterioso das três mulheres desaparecidas em Pernambuco é possível verificar como é que as ciências forenses atuam na sua área de trabalho. A complexidade disciplinar das ciências forenses permitem então que muitos dos casos de caráter jurídico sejam resolvidos da forma mais correta e justa possível, permitindo assim que as sociedades se desenvolvam cada vez mais em locais seguros.

Diogo Cardoso
Fontes:
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Noticia: O 112 não tem meios para localizar chamadas feitas por telemóvel

fonte

Com frequência vemos em alguns episódios de famosas séries policiais (como o C.S.I) vítimas de um determinado crime a ligar para o número de emergência para pedir socorro, no meio da cena o criminoso aparece e o telemóvel fica esquecido com a chamada a decorrer, com sorte o operador que atende a chamada ouve o que se passa, localiza a chamada e chama ajuda da fantástica equipa policial. Invariavelmente tudo acaba bem…

Neste momento, em Portugal, isto não aconteceria. Cá, apenas a georreferenciação das chamadas feitas a partir de telefone fixo é feita com exatidão, ainda que os portugueses, tal como a população europeia, façam a maioria dos pedidos de ajuda através do telemóvel (cerca de 70%). Aliás, uma diretiva comunitária de 2002, que foi transposta para a lei nacional em 2004, obriga que a localização destas chamadas seja realizada, o que de momento acontece numa pequena percentagem das mesmas.
O sistema usado nas centrais telefónicas do 112, o Cell ID, apenas transmite a localização da antena de telecomunicações mais próxima que poderá estar a quilómetros do local onde é necessário que se desloque o serviço de emergência.
Visto que o tempo de resposta no serviço de emergência é vital e reconhecendo as limitações do sistema, o Ministério da Administração Interna prevê até ao final de 2017, a implementação de três tecnologias que permitem que a localização das chamadas seja mais exata. Este trabalho envolve a colaboração das operadoras de telecomunicações, fabricantes de smartphones e também de automóveis.
Está previsto que as centrais do 112 fiquem equipadas para receber sinais de smartphones Android, em que as coordenadas de GPS são enviadas através de SMS ou WiFi; vai também ser implementado nos automóveis o alerta eCall, que em caso de acidente grave transmite a informação ao 112; e ainda promover uma aplicação do 112 para surdos.
Solange Reis

Fontes:
Jornal Público
Diário de Notícias
Notícia em formato vídeo: TVI24

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